Ao abrir a minha caixa postal pela manhã, deparei-me com essa mensagem enviada pela querida Andréia, namorada do filho da minha amiga que é irmã da Marly(minha anfitriã em Recife) e da Cris(de um dos posts anteriores).
“Passado um tempo após a perda de uma pessoa muito querida – tempo este que varia de pessoa para pessoa – a gente começa a se enganar.
A gente ri, lembra apenas das boas lembranças, dos bons momentos vividos.
A gente se engana mesmo, faz de conta que se conformou, faz de conta que está tudo bem. Mas a gente só faz isso pra conseguir conviver com o vazio que fica no lugar da pessoa, nos encarando todos os dias. A gente se engana, para não brigar com aquele vazio que nos olha no fundo dos olhos o tempo todo.
E a gente vai se enganando, desviando o olhar, fingindo que o vazio não está ali na nossa frente, tentando preenchê-lo com as lembranças deixadas. É preciso aprender a conviver com o vazio, pois ele não vai embora. E melhor nem se atrever a enfrentá-lo, pois ele é mais forte que a gente e com certeza vai ganhar a briga.
A morte é inevitável. Amanhã podemos não estar mais aqui ou podemos perder alguém especial. Quando menos se espera, o vazio entra em nossas casas para ficar.
Por isso, é preciso viver intensamente e aproveitar da melhor maneira possível cada momento de nossas vidas. Viver bem consigo mesmo, com tudo, com todos. Para criar boas lembranças. Pois quem não tem as boas lembranças, não tem com que se enganar, não tem armas para se proteger do vazio que um dia vai se instalar em nossas vidas ou que deixaremos na vida dos outros. Quem não tem lembranças, vai ter que encarar o vazio de frente, desafiando um de nossos mais fortes e cruéis inimigos, numa batalha devastadora.
Por isso viva. Viva hoje, viva agora. Sem culpa, sem medo, sem stress, sem vergonha, sem mágoa, sem orgulho, sem rancor, sem negativismo. Aproveite cada pequeno momento para fazer dele algo muito valioso: uma boa lembrança.
Colecione boas lembranças. Para que, quando o vazio chegar, você não tenha que enfrentá-lo; para que ele não tome conta do seu espaço e da sua vida, nem das vidas pelas quais você passou.
Quando se tem boas lembranças, o vazio fica menor, mais calmo e, às vezes, a gente até esquece de olhar para ele.” Carol Pacini
Se fosse para expressar a minha opinião sobre a mensagem, talvez mudasse o título, que por sua vez mudaria de alguma a maneira o contexto geral.
Entitularia “Recado aos que ficam”…
…diria que estaríamos fazendo curativos para que a ferida se cicatrize, que mesmo cobrindo-a com ataduras, a dor continuará latejando, e que passar o remedinho nela afirmando que tudo está bem, não seria enganar-se…e sim, erguer a cabeça e não se fazer de vítima. Existem muitas maneiras de ajuda para cicatrizar um ferimento; uns demoram mais, outros são mais rápidos…mas todo esforço é válido e com certeza nos fará bem. Diria que ao se sentir “se enganando”, a ferida ainda não cicatrizou, ainda está no começo do processo de cicatrização…
…diria que não há conformação, mas sim aceitação, resignação. Mas ainda que a ferida se cicatrize, a marca estará lá e de tempos em tempos, uma certa tristeza baterá, uma certa dor será sentida…
…não há conformação, pois estaremos sempre fazendo as contas e imaginando como estariam, como seria se tivesse sido diferente.
Mas concordaria plenamente com o texto,à partir do:
“Por isso…”
Obrigada Andréia, não resisti e declarei a minha opinião. Resolvi postar, pois acredito que seja um texto que ajudaria muitas pessoas!
Marina que história comovente…nossa naum tem como naum chorar…mas vc descrevendo fica mais linda ainda…e tbém triste….ao msm tempo vc é um raio de sol a brilhar todos os dias pra nos mostrar como esta vida é tão passageira e nada se leva dela a naum ser o momento presente…entaum querida viva muito e continue a viver com intensidade todo o AMOR desta sua linda familia,bjus no seu coração.
Oi querida Marina,
Amei o seu comentário……… realmente essas feridas se cicatrizam mas as marcas ficarão para sempre, temos que aprender a respeitar o ciclo da vida que não está no nosso controle. ” Assim são as árvores… assim é a vida… As folhas caem para novas folhas surgirem… sentimentos são substituídos mas é inevitável não senti-los…. É saudável…”
Beijão,
Dani(mãe da Antonella)
Oi querida Marina,
Amei seu comentário… Realmente as feridas se cicatrizam mas as marcas sempre ficarão, assim é o ciclo da vida, que não está no nosso controle. ” Assim são as árvores, assim é a vida… folhas velhas caem para novas folhas surgirem… Sentimentos são substituídos mas impossível não senti-los… É saudável…”
Beijão,
Dani (mãe da Antonella)
Marina,
Ótimas sugestões, vou até repassá-las para a autora do texto…
Bjs a vc e sua familia linda!