Responder essa pergunta foi a missão que o Professor Ícaro Moreno nos deixou no “Curso Desconstrução do Olhar”.
Teria que se apresentar uma imagem com a resposta.
Começava aí uma imensa reflexão e imersão ao meu ser, de encontro a grandes emoções que me trariam a resposta.
Junho de 1992. Depois da partida do Marcelo, a minha atitude surpreeendeu o Osvaldo. Diante de tamanha perda, lá estava eu, com o que restara do meu filho: roupas, todas as lembranças em meu coração e fotografias.
As roupas, que inicialmente abraçava desesperadamente, perderam o cheiro e não faziam mais sentido…
…mas eu tinha as fotografias.
Fotografias que me transportavam para mais perto dele, que despertavam em mim toda a emoção do momento em que foi registrada; fotografias que me faziam senti-lo vivo dentro do meu coração.
Durante um mês, revivi todos os momentos com o meu pequenino montando o álbum da vida dele. Foram momentos prazerosos para mim e confusos para o Osvaldo. Ele não entendia como aquilo era possível, pois até hoje, 17 anos passados, nunca conseguiu folhear o citado álbum.
Não sei explicar o por quê daquela atitude; simplesmente fiz o que meu coração desejou. Ao contrário do que muitos podem pensar, não era masoquismo e sim, afirmação do maior amor do mundo, que é o amor de mãe.
Foi lindo! Aquelas imagens juntamente com as lembranças que guardava dentro de mim, juntas, contavam a história de uma vida curta, mas bem vivida. A cada imagem, uma grande emoção!
Era como se quisesse gravar definitivamente as imagens, com medo de um dia não me lembrar…como se fosse possível um dia não me lembrar daquele rostinho querido.
Posso dizer que tudo o que me restou dos 3 filhos que partiram, foi um “Universo de Emoções” que se “movem” com as fotografias.
Hoje, quero guardar todos os momentos da Alissa…
…quero transportar toda essa emoção para a minha fotografia.
Quero que meus clientes um dia vejam as imagens que fiz e revivam toda emoção de um momento simples que se tornou sublime; de um momento único que multiplica emoções.
Hoje, desejo ardentemente que as pessoas sintam aquela emoção que vivi, mas sem perdas e sim, com acréscimo de qualidade e sensibilidade.
Fotografia é muito mais do que uma imagem, tem o poder de nos transportar aonde queremos, tem a magia de aflorar sentimentos outrora esquecidos.
Por quê eu fotografo?
Fotografo para sentir a Vida…
…fotografo para sentir-me Viva!

Lindo,espetacular seu sentido de fotografia,concordo plenamente com vc,mas a sua fala me emocionou.
Bj
Que show! Que foto maravilhosa!
Parabéns!
Marina, conheci sua história através do meu irmão, que entrou em contato para saber mais sobre um curso de fotografia em Bh… Sua história é linda, suas fotos são lindas e vc me parece uma pessoa mais bonita ainda!
Torço mto por ti.
Adoro ver as suas fotos.
Um super beijo.
Marina, boa tarde!
Trocamos alguns e-mails há algum tempo atrás, através de uma indicação da Escola de Imagem.
Conheci um pouco do seu trabalho e história… sempre que posso venho aqui ver suas fotos… Elas me fazem pensar, sorrir, fotografar, buscar…
Alissa é um doce e a sua familia é linda!
OBS: Estou “namorando’ uma Nikon D5000 conhece esta maquina?
Parabéns!!!
Beijos,
Oi Ludymilla,
muito obrigada pela visita em meu blog. Fico muito feliz quando recebo comentários.
Agradeço suas palavras de carinho e força, são para mim ânimo e incentivo para seguir sempre em frente! Espero que volte sempre!!
beijos…
Oi Alan, obrigada pelas palavras…e aí, veio à Escola de Imagem??
Não conheço a Nikon D5000 e tbm não conheço ningueem que a tenha, mas deve ser uma super câmera! Iniciei minha carreira com Nikon, mas passei pra Canon por causa de Iso e do peso…mas continuo gostando muito da qualidade da Nikon.
Agradeço todo carinho….
bjos…
Oi Flávia!!
Obrigada pelos elogios e pelos comentários. Vc disse no comments de outro post que já nos encontramos, que já fotografou a Alissa! Legal!
Desejo muito sucesso na sua carreira!
beijos…
Marina Ushiro.
Eita, tia, assim meus olhinhos ficam cheios d’água.
A senhora escreve tão bem que, ao ler, parece que sou eu quem viveu e escreveu tudo isso. Muito, muito bonito.
Grande beijo.
Taty….linda! Obrigada por estar sempre por aqui…beijos…saudades…da tia.
Nossa, Marina… Confesso que esse post me arrancou algumas lágrimas. Acho que quem é mãe entende (mas não sabe se não passou pela mesma situação) suas palavras de forma diferente de quem não é.
Realmente, com a fotografia eternizamos momentos. Folheando um álbum viajamos no tempo e sentimos novamente as emoções daqueles momentos. Acredito que não exista uma só pessoa que não reviva isso, nem que seja por alguns segundos, quando vê fotos antigas.
E é isso que mais me encanta na fotografia. Será que eu me lembraria do dia simples e comum em que minha filha calçou as botas do avô se não fosse pela fotografia desse momento?
Já tem tempo que quero fazer um post no meu blog sobre isso, mas ainda estou ensaiando. rsrs
Adorei o texto e a foto!
bjs
Parabéns!!! Belíssimo texto, resumiu o papel da fotografia em nossa sociedade o da memória.
Você vai muito Além do Olhar…
Grande abraço.